Universitário, sem saber que se é universitário.

 

E pensar que as coisas seriam fáceis, pensar que quando sai da barriga de minha mãe não pensava em absolutamente nada, e agora, penso em tudo que possa me deixar com a cabeça estourando de tanta dor. A vida por mais que tentamos entende-la, sempre terá algo que coloque em nossas cabeças a dura dúvida da existência, e sequer ter a noção do que realmente acontece. Eu, sinceramente nunca virei para meus pais e disse: – Papai, o que é que realmente eu vim fazer aqui neste planeta? Nunca fiz essa pergunta, pois tive sempre a certeza da incerteza da resposta deles, fácil, eu quero saber, mas eles não sabem me responder.

Pois sim, apesar da dura dúvida em relação a nossa existência, após um tempo de vivência neste planeta azulzinho e cheio de água, chega uma hora que temos que resolver o que fazer de nossas vidas, saber diferenciar o bem do mal, saber que cor de cueca usar, saber que essa espinha na minha testa esta enorme e com certeza vai me afastar das meninas. Meu pai me diz: Menino, para de ser vagabundo e vai procurar um emprego e fazer uma faculdade. Eu com certeza diria “dificuldade”, pois o que você passa lá dentro e se dispõe a passar, é realmente uma loucura, coisa de outro planeta, mas infelizmente a vida é cercada de decisões que na maioria das vezes, a liberdade de escolha foge de sua ossada.

Eu sou universitário, não vomito o que eu escrevo. Apenas balbucio bem devagar o que todos universitários estão cansados de saber.



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